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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 25 de janeiro de 2009

Israel x Gaza x Oriente Médio (197) .... Mr. Mitchel, o milagreiro

Pletz.com


Em Cima da Hora

  • Hamas propõe cessar-fogo de um ano: O governo israelense prometeu apoiar todos os seus soldados e oficiais nas investigações sobre supostos abusos cometidos durante a ofensiva na Faixa de Gaza. A trégua do Hamas impões condições.


Último Segundo


FSP online


BBC Brasil


G1


O Globo online


Yahoo Notícias


JB, Sociedade Aberta, página 10, em 25/01/2009.


Caso para uma agência internacional (na versão impressa)

Príncipe Hassan da Jordânia

AMÃ

Encontros
excepcionais são simples eventos e não dão vida a um processo moribundo


O trágico embate entre Israel e Palestina deveria ter acabado há muito tempo. Já são 60 anos de conflito amargo, incluindo inúmeras guerras internacionais e o deslocamento de refugiados depois da criação do Estado de Israel, em 1948, e a ocupação israelense da Palestina, depois de 1967. A luta parece nunca acabar. É um conto lamentável de oportunidades perdidas, promessas quebradas, momentos de esperança destruídos por atos renovados de agressão e um entricheiramento de posições polarizadas.


Mesmo antes das ações atuais, o cerco israelense tinha um impacto desastroso sobre a população de Gaza. Nas semanas e meses que logo se seguem, o gerenciamento da crise é exigido para impedir a violência dos dois lados, mas o cessar-fogo temporário não é a solução. Nem as resoluções internacionais parecem eficazes. Ao mesmo tempo, nem a condenação, nem a ajuda podem curar essas feridas supuradas. Esse é um conflito com implicações de longo alcance, principalmente para o povo da Palestina, mas também para a estabilidade da região e além dela. Também é um conflito dentro do qual medidas práticas devem ser sugeridas e experimentadas.


Para reduzir a desunião aparentemente crescente dentro da região, tanto a Organização da Conferência Islâmica e a Liga de Estados Árabes devem apresentar uma declaração clara de suas posições, enquanto a Iniciativa Pacífica Árabe precisa injetar novo vigor em suas propostas, retomando a tração entre os partidos e parceiros internacionais. Sobreviver nessas terras lindas, mas complicadas, exige cooperação, envolvendo recursos escassos na provisão de emprego para nossos jovens, e nos acordos de comércio regionais. Para ser duradoura, qualquer iniciativa de paz deve envolver a região como um todo, inclusive Irã, Israel e Turquia.


O secretário geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, recentemente enfatizou que a ONU está coordenando esforços para promover um cessar-fogo, mas a questão continua: com quem, e que esforços? Vale a pena lembrar que, até certo ponto, a ONU perdeu sua credibilidade internacional quando se juntou ao Quarteto. Ao mesmo tempo, é certo que a pressão internacional unida é necessária para chegar a um cessar-fogo. Mas um cessar-fogo por si só não pode ganhar a paz. Nesse momento preciso, é pouco provável que Israel ou Hamas possam por si só iniciar o processo. O ocidente é considerado corrupto. A liderança árabe é vista como dividida e, em algumas instâncias ­ onde busca conter a loucura ­ como culpada de cumplicidade. E, é claro, os palestinos são vistos como fracos porque estiveram divididos entre eles.


Dadas essas circunstâncias terríveis, uma pergunta devia ser seriamente considerada: poderia uma agência de estabilização internacional temporária controlar a jurisdição legal formal tanto nos territórios ocupados quanto nas áreas disputadas de Israel? Uma agência desse tipo assumiria um papel temporário para cuidar da questão. Estabeleceria e fiscalizaria o desenvolvimento de instituições autogovernantes democráticas temporárias: instituições potencialmente capazes de garantir as condições para uma vida normal e pacífica para todos os habitantes de Israel e Palestina. Também atenderia, simultaneamente, a demanda por um fim da ocupação enquanto minimizaria medos de ser vista abrindo mão de posições políticas. Os israelenses, dado seu histórico, não devem dar boas-vindas a tal agência; mas sua responsabilidade principal seria se responsabilizar pela garantia da paz de forma efetiva, inclusive de ação decisiva contra qualquer ato de terror ou violência. Para tanto, a agência seria uma força mediadora internacional que poderia proteger os árabes de israelenses, os árabes de árabes, os israelenses de árabes e os israelenses de israelenses.


Gaza foi efetivamente destruída. Na Faixa de Gaza, a agência instigaria e supervisionaria a restauração de serviços básicos, a reconstrução de instituições nacionais e o treinamento da força policial agora dizimada. Pelos territórios, também ajudaria a reabilitar refugiados, atrair e gerir fundos de desenvolvimento e projetos, monitorar quaisquer eleições futuras e facilitar negociações finais com os israelenses. Além disso, deveria ter poder para assistir os palestinos na promoção de unidade nacional, desenvolvimento de uma estratégia nacional coordenada e na concessão do poder legal ao povo palestino. Isso vai naturalmente exigir a reconstituição da OLP, com apoio regional, por meio de eleições futuras, incluindo representantes de todos os partidos, prisioneiros atuais e refugiados palestinos para que se torne verdadeiro representante do povo palestino.


Encontros excepcionais são insuficientes. Eles são simples eventos e não podem injetar vida nova num processo moribundo. Em meio às circunstâncias e à luz de experiência passada, está claro que uma nova rede é necessária para considerar as necessidades de segurança de longo prazo de todos os partidos para o conflito. É preciso haver uma rede de segurança para assegurar que nenhum partido ameace a conversa e para atingir um assentamento negociado por meio de um processo de diálogo regional e cooperação em questões econômicas e de segurança regional.


Essa iniciativa exigiria uma equipe de representantes regionais cuidadosamente escolhidos, inclusive da sociedade civil, academia, facilitadores e outros parceiros com a mais ampla experiência na região, capazes de adotar abordagem cheia de nuances para as várias questões. A tarefa seria mediar, negociar e facilitar com a sensibilidade necessária (especialmente em se tratando de questões de refugiados e da importância simbólica e real de locais sagrados) e avançar na cooperação em questões transregionais como água, energia, meio ambiente, controle de armas, desenvolvimento econômico e refugiados. A equipe se reuniria regularmente em sessões privadas e públicas e teria também a responsabilidade de assegurar que todas as comunidades envolvidas fossem mantidas bem informadas de quaisquer sugestões ou propostas.


Não há necessidade de reinventar a roda; em vez disso, a equipe poderia apostar nos aspectos positivos de Madrid (1991) e de todas as iniciativas desde então. Por exemplo, poderia gerar experiências positivas resultantes do Tratado de Paz de Israel e Jordânia, que abriu caminho para inúmeras associações financeiras, comerciais e industriais entre Jordânia e Palestina, que tiveram impacto positivo no mercado de trabalho jordaniano para homens e mulheres, inclusive de trabalhadores palestinos vivendo na Jordânia. Da mesma forma, as negociações poderiam fazer referência aos projetos de pesquisa jordano-palestino-israelense nas áreas de agricultura, água, energia e meio-ambiente ­ questões de preocupação comum num espaço geográfico compartilhado.


Nossa proximidade mútua exige uma definição final de fronteiras, enquanto uma paz sustentável de longo prazo depende de um reconhecimento de soberanias interdependentes por toda a região.


Príncipe Hassan é filho do Rei King Talal e da Rainha Zein al-Sharaf, da Jordânia. É irmão do falecido Rei Hussein, príncipe herdeiro de 1965 a 1999, e tio do atual Rei Abdullah II


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