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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quarta-feira, 4 de março de 2009

Esta Conferência Surrealista para a Reconstrução de Gaza

Último Segundo (04/03/2009)


Recebo do Brasil estranhas reações à visita de Hillary Clinton à região. Citam fatos fora de contexto que traduzem numa crise entre Israel e Estados Unidos que não há. Hillary, aliás, projeta grande segurança e autoridade. Conheci poucos ministros do Exterior em minha longa vivência jornalística com tal personalidade. Num amplo sentido ela é como um presidente de reserva. Coloca cada um no seu lugar.


É simpática, agradável, amigável, mas não permite maiores intimidades. Mantém um distanciamento compatível com a sua posição. Não se duvida um só instante que é a voz de seu Governo. Não deixou duvidas com quem falou. Se mantiver o apoio e confiança de Barack Obama, vai entrar na história pelos seus feitos de diplomata.


O significado do que disse nesta sua vista ao Oriente Médio foi distorcido por ter sido transmitido fora do seu contexto histórico e atual. Ela tem a experiência de advogada de sucesso, de influente esposa de um bem sucedido presidente e de senador eleito pelo estado de Nova York. Não diz uma palavra que não seja bem pensada. E há palavras que não a ouvi dizer uma só vez, mas que a ela são atribuídas no Brasil.


A secretaria de Estado deixou claro que vem inaugurar uma nova fase na diplomacia americana na região. Obama quer aproximação com o mundo muçulmano e árabe, além de domar o antiamericanismo nele dominante. Afastar-se da idéia do ex-presidente Bush de exportar o sistema americano de governo. Quer relações de mútuo respeito com os povos, cada um com suas culturas. Defesa dos interesses nacionais americanos sem imposições.


Pouca atenção se atribuiu à coincidência entre as conversações de Hillary em Pequim e à informação de que os chineses tendem a adotar medidas políticas e econômicas que representarão importante contribuição para o esforço de se domar a Crise. Nos encontros na China a secretária de Estado enfatizou a profundidade da interdependência das economias e o potencial de uma aliança pela segurança. Ao que se sabe, nem se tocou nas sensíveis questões de Taiwan e Tibet. Ela é muito profissional.


A solução do conflito israelense-palestino é fundamental para a nova imagem que Obama quer projetar. Hillary veio da Ásia diretamente a Sharm el- Sheik, balneário egípcio, onde comprometeu US$ 900 milhões para o programa de ajuda aos palestinos e reconstrução de Gaza. E prestou especial atenção ao presidente Mubarak, do Egito – o maior pais árabe. Reafirmou a política de não beneficiar o Hamas enquanto este não reconhecer a legitimidade da existência de Israel, submeter-se a autoridade de Abu Mazen, o presidente palestino, desistir do recurso a violência. Ao presidente egípcio não interessa valorizar organização fundamentalista. Há delas atuando em seu país como aconteceu há dias.


Em Jerusalém, a secretária de Estado reconheceu o direito de Israel de se defender dos ataques do Hamas. Reafirmou o compromisso americano com a segurança do Estado judeu. E, com a necessária sutileza, disse que boa amizade não implica na ausência de discordâncias. Lembrou que a expansão da construção de habitações israelenses na Cisjordânia contraria o previsto no “RoadMap”, o roteiro do caminho para a solução do conflito como aprovado pelos Estados Unidos, Rússia, Nações Unidas e União Européia. No caso, nada de novo. Assim como na decisão israelense de demolir habitações de árabes palestinos na região da Jerusalém oriental. A expressão que empregou foi “unhelpful”, prejudicial, não ajuda no processo, o que, aliás, é obvio.


Na visita de Hillary a Abu Mazen ,o presidente da Autoridade Palestina que vive em Ramala, na Cisjordânia, foi confirmada a informação que o Irã está empenhado em dividir os palestinos e mandou recado para que não interfiram. Ela reconhece no Irã grande ameaça. Mas Denis Ross, dos mais destacados diplomatas americanos, foi designado enviado especial para o caso iraniano que Obama quer resolver por meios diplomáticos.


Não existe crise alguma na relação entre Estados Unidos e Israel. Existem diferenças a serem discutidas. Nestas horas, o que há é ameaça da questão de Gaza reacender. Em resposta a continuados ataques a cidades do sul israelense por foguetes e mísseis do Hamas, a força aérea vem replicando. E matou um líder da Jihad islâmica e feriu outro que viajavam num carro na área de Gaza.O Hamas prometeu vingança.


Mubarak, do Egito, prevê ser possível a paz entre israelenses e palestinos até o fim de 2009. Algum forte motivo terá ele para a audácia de tal previsão. Só pode haver solução na hipótese de criação do Estado palestino independente. A solução de dois estados em boa vizinhança.


Israel ainda não tem novo governo. Não se pode fazer previsões na base do que se diz. Governo é que enfrenta a realidade. Entre os principais lideres políticos de Israel não se conhece ninguém que opte por se divorciar dos Estados Unidos.



Zenit (04/03/2009)

  • Visita papal à Terra Santa, encontro de diálogo com judeus e muçulmanos: A peregrinação de Bento XVI à Terra Santa se converterá em uma oportunidade histórica para a promoção do diálogo entre judeus e muçulmanos, como se constata nos primeiros dados do programa ainda não oficial, que prevê uma visita ao memorial de Yad Vashem, assim como aos grãos-rabinos e ao mufti de Jerusalém.


Un Echo d'Israël (boletim de cristãos que vivem há muito tempo em Israel)


Jornal Nacional (04/03/2009)


Em Cima da Hora (04/03/2009)


G1 (04/03/2009)


Daniel Pipes (03/03/2009)


Veja mais:

04/03/2009

03/03/2009

02/03/2009

01/03/2009

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