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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sábado, 19 de setembro de 2009

Holocaustos da razão


Os artigos sobre Israel sempre atualizados você encontra aqui.



Destaque 1


Destaque 2

  • Ruben Rosenberg: Ensaios sobre a Torá – Shemot: Coletânea de ensaios sobre as porções semanais da Torá - o volume 2 é sobre o Êxodo -, apresentando uma visão inovadora e bastante didática sobre os temas tratados.
  • Eliezer Wenger: Limud Sefer Hamitsvot: O Livro das Mitsvót conforme enumeradas pelo Rambam.


Destaque 3

Revista Isto É (Edição 2080 - 23 SET/2009)

  • Descoberta a sinagoga de Jesus e Madalena: A partir de ruínas, e somente de ruínas, imagine um amplo local de 120 metros quadrados, chão repleto de mosaicos, paredes cobertas por afrescos. Pense que, em seu interior, há compridos e sólidos bancos de pedra. Ao centro, visualize um outro bloco de pedra, esse adornado com diversos símbolos e dizeres em hebraico, como se fosse algo sagrado. Imagine, ainda, que todo esse espaço se trate de uma sinagoga da época que é historicamente chamada de Período do Segundo Templo de Jerusalém - local de culto e de orações no qual o povo judeu erigiu monumentos como marco de seu regresso a Jerusalém ao final do exílio na Babilônia. Esse exercício de imaginação pode aproximar, mentalmente, quem o fez daquilo que os arqueólogos descobriram na semana passada: "um dos mais raros e importantes tesouros para o conhecimento humano", nas palavras da pesquisadora e arqueóloga israelense Dina Avshalom-Gorni. "Trata-se de um achado único e excitante", diz ela. >>> Leia mais em Arqueólogos encontram em Israel sinagoga da época de Jesus Cristo
  • Sem que a religião os separe: Casar com um parceiro de uma religião diferente já foi sinônimo de tabu ou problema familiar. Hoje em dia, de tão comuns, essas uniões inter-religiosas já têm um cerimonial próprio. Em igrejas como a anglicana, a católica apostólica brasileira e algumas evangélicas, é possível entrar vestida de noiva no tapete vermelho e receber bênçãos de duas religiões. Esse tipo de celebração se multiplicou nos últimos anos, de acordo com organizadores de eventos. E pode combinar crenças como hinduísmo e protestantismo ou as religiões católica e judaica num mesmo altar - nem que ele seja construído numa casa de festas.


Reinaldo Azevedo (19/09/2009)


FSP (19/09/2009)



Rodapé Literário: Holocaustos da razão


Poemas de Leandro Sarmatz transformam condição judaica em ponto de vista crítico da linguagem


MANUEL DA COSTA PINTO

COLUNISTA DA FOLHA


O NEOLOGISMO "Logocausto", título do livro de estreia de Leandro Sarmatz, faz óbvia menção ao Holocausto dos judeus na Segunda Guerra e indica que estamos diante de um autor que expõe suas raízes. Nada óbvia é a maneira como esse poeta gaúcho extrai daí uma reflexão sobre a própria linguagem.


A temática judaica aparece de modo tímido na literatura brasileira.


Metafísica em Clarice Lispector, quase abjeta na forma como Samuel Rawet a renega (traição das origens que reencena em chave masoquista os massacres da história), nostálgica e fantástica na prosa de Moacyr Scliar, irônica em Bernardo Ajzenberg ou Cíntia Moscovich, essa tradição não se confunde com a onda contemporânea da literatura que dá voz a minorias ou grupos étnicos.


Talvez porque os judeus sejam atravessados pela experiência do exílio, o enraizamento se traduz em impossibilidade: "Uma língua de mortos. Idioma anti-segredo, a sibilar no espelho/ seu eco de cova no indoeuropeu ainda./ Todas aquelas bocas costuradas, milhões de bocas e mais nenhuma./ Onde haverá céu para suportar tantas vozes elevadas?"


A referência ao iídiche (língua quase extinta dos judeus do Leste Europeu) e às fossas dos campos de extermínio nazistas reiteram a pergunta: onde estava o deus do "povo eleito" quando permitiu o horror?


Esse lamento, que aparece de modo enviesado no romeno de expressão alemã Paul Celan ou na argentina Tamara Kamenszain, pode parecer algo deslocado num brasileiro nascido em 1973 e, portanto, distante de acontecimentos tão traumáticos.


Se é de se supor que Sarmatz não traga tais marcas em sua história pessoal, sua poética as persegue como um compromisso ético da escrita. Em "Ecologia da Memória", a "semente espúria de nascença", a danação bíblica, "penetra em cada poro, cova, kadish", com a oração aos mortos se transformando em percepção corpórea, em indisposição fundamental.


Sarmatz percebe no desamparo teológico na "espera do messias fajuto" em que "é deus aquele canastrão aposentado" um ponto de fuga crítico em relação ao presente, no qual a ironia descompromissada com que a poesia brasileira se defende das mazelas do mundo desemboca no "catar-se na miudeza, na arte,/ (quase municipal) de recolher-se" (mesclo aqui versos de diferentes poemas).


O narcisismo pós-moderno (como no poema "Portnoy's Complaint", glosa do escritor judeu Philip Roth) e o turismo por uma Europa que não passa de "casca de banana política, outro pogrom" (referência ao assassinato de comunidades judaicas na Rússia oitocentista) compõem uma paisagem aterradora dessa razão ("logos") que não consegue evitar novos holocaustos.


LOGOCAUSTO
Autor: Leandro Sarmatz

Editora: Editora da Casa



FSP online (19/09/2009)


Estadão (19/09/2009)


JB (19/09/2009)


ZH (19/09/2009)


CB (19/09/2009)


GP (19/09/2009)


Terra (19/09/2009)


G1 (19/09/2009)


Último Segundo (19/09/2009)


Uol Internacional / Mídia Global (19/09/2009)


Zenit (18/09/2009)


Pletz (18/09/2009)


Revista Época (17/09/2009)

  • “Gay e muçulmano? Como assim?”: Essa é a pergunta mais ouvida por Adnan Ali, um paquistanês que mora no Rio e luta por uma difícil causa: a aceitação de homossexuais pelo islã.


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