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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Israel x Gaza x Oriente Médio (72) ....Resposta pública da FIERJ a situação atual

INFORME FIERJ 405 - EXTRA - NOTAS OFICIAIS (09/01/2009)

RESPOSTA PÚBLICA DA FIERJ A SITUAÇÃO ATUAL

Além das ações em jornais e rádios que tem sido implementadas desde o dia 29 de dezembro, nossa resposta contundente será dada neste domingo no programa Comunidade na TV às 12h15 na CNT (RJ, NET e pela SKY para todo od Brasil menos SP, PR, SC e RS) e às 18h30 pelo canal 14 da NET.


Há uma matéria especial "O Outro Lado da Guerra" feita por pelo jornalista José Roitberg, uma verdadeira aula sobre o conflito e seus motivos dada pelo jornalista Osias Wurman, uma declaração exclusiva da ministra das realações exteriores de Israel Tzipi Livni e a palavra da FIERJ com a orientação comunitária pela nossa presidente Léa Pustilnic Lozinsky. Não perca. Mais informações no próximo informe.


FSP

FSP online

Estadão

*De Imad Tanani, menina palestina de oito anos, moradora de Gaza, que tem câncer e está sendo tratada por médicos israelenses no Sheba Medical Center, perto de Tel Aviv. O diretor do hospital, Ze'ev Rothstein, disse que “a assistência aos feridos e doentes não deve ter limites” e que o trabalho dos médicos é “salvar vidas e promover a paz” na região. E completou: “Talvez um dia desses nossos líderes também consigam entender isso”.

Deutsche Welle

UOL Mídia Global: O UOL Notícias passa a publicar todo o conteúdo do UOL Mídia Global em sua editoria de Internacional. Com navegação unificada, agora é possível encontrar, em um mesmo ambiente, textos traduzidos das principais e mais prestigiadas publicações do mundo, notícias internacionais em tempo real, vídeos e comentários. O conteúdo antigo de UOL Mídia Global continua à disposição.


UOL Mídia Global / UOL Internacional Herald Tribune

Roger Cohen

Do International Herald Tribune - Em Nova York – 08/01/2009.


Eu tive um sonho: estudantes árabes israelenses, revoltados com a guerra em Gaza, estavam protestando na Universidade Hebraica de Jerusalém quando estudantes judeus iniciaram uma manifestação contrária. O diretor de segurança da universidade, um sobrevivente do holocausto, tentou intervir, e os estudantes árabes chamaram-no de nazista.


De fato, eu não sonhei com isso. Shlomo Avineri, cientista político da universidade, relatou o incidente. Entretanto, os sonhos vão ao ponto. Não há sentido em negar que há uma conexão entre as dezenas de mortos pelo fogo israelense perto de uma escola da Organização das Nações Unidas em Gaza com a "Nakba" palestina de 1948 e Berlim, 1945.


A história é cruel. Algumas vezes seu giro destrutivo é superado: a França e Alemanha se libertaram do ciclo de guerras após 1945, como também a Polônia e a Alemanha. Japão e China não chegam a se amar, mas fazem negócios entre si. Apenas no Oriente Médio os mortos dominam.


Sua exigência por sangue é, aparentemente, insaciável. Suas tumbas não se aquietam. Desde 1948 e da criação de Israel, a retaliação reinou entre os movimentos nacionais judeus e palestinos.


Nunca antes me senti tão desanimado com Israel, tão envergonhado por suas ações, tão desesperado por qualquer paz que possa pôr fim ao domínio dos mortos em favor da oportunidade para os vivos.


Mais do que sonhos, venho tendo pesadelos. Não posso ver um cenário no qual uma vitória tática de curto prazo israelense sobre o Hamas não seja superada pelo custo estratégico de longo prazo desta guerra.


Antes que eu entre nisso, contudo, deixe-me voltar, por um momento, àqueles estudantes árabes israelenses que protestavam.


Existem cerca de 1,3 milhão de cidadãos árabes em Israel, ou um pouco menos de 20% da população. Sua fidelidade é dividida, mas nunca antes protestaram tão vigorosamente. Este é um sinal claro virulência do sentimento árabe geral na segunda semana da guerra em Gaza. O presidente da Síria, Bashar Al-Assad, chamou Gaza de "campo de concentração", usando o mesmo termo carregado da Segunda Guerra mundial.


Essas alusões são odiosas: uma minoria judaica em um estado árabe do tamanho da minoria árabe em Israel é inimaginável. Israel continua sendo uma pequena ilha de democracia relativamente liberal em um mar árabe repressor. Entretanto, está se tornando um gueto.


A cerca de segurança de alta tecnologia construída para separar a Cisjordânia e o fechamento quase hermético de Gaza desde a retirada em 2005, no final, são tentativas de apagar a realidade. Os palestinos se tornaram uma vaga abstração para a grande maioria dos israelenses que não estão ao alcance dos foguetes do Hamas: longe da vista, longe da mente. Israel, vergonhosamente, impediu a entrada jornalistas internacionais em Gaza.


Nesse contexto, os apelos alucinógenos do governo do primeiro-ministro Ehud Olmert para o povo palestino em Gaza, pedindo a eles que compreendam que o Hamas é seu inimigo em comum, se tornam mais compreensíveis.

Mark Regev, porta-voz de Olmert, acusou o Hamas de "manter reféns" esses palestinos. Sob bombardeio aéreo e de tanques, com mais de 500 mortos e 2.500 feridos, não é assim que a maior parte das pessoas vê seu governo democraticamente eleito.


Enquanto isso, Tzipi Livni, ministra de relações exteriores que despreza cordialmente Olmert, falou sobre mudar "a equação" em Gaza. A única equação modificada que eu vejo é um ódio mais entranhado contra Israel em Gaza: os 3.000 mortos e feridos têm parentes, alguns dos quais, algum dia, podem amarrar cintos suicidas.


Quanto à conversa de Ehud Barak, o terceiro do tripé israelense e líder do Partido Trabalhista, de aprofundar e ampliar a campanha em Gaza, não está dissociada da tentativa de aprofundar e ampliar seu apelo entre israelenses que parecem ter visto nele um pacifista. Esse subtexto de manobra política em preparação para as eleições do dia 10 de fevereiro tem sido um dos aspectos mais repelentes da carnificina em Gaza.


A narrativa israelense heroica chegou ao fim.


Mas o que dizer dos foguetes intoleráveis do Hamas em Sderot, os 20 israelenses mortos pelos foguetes desde 2005 (quatro deles na atual violência ), a linguagem aniquiladora da Carta Magna do Hamas? Sim, há que haver uma resposta ao Hamas, mas esta está errada.


Tem sido errada desde que Jim Wolfensohn, ex-presidente do Banco Mundial viu suas tentativas para reanimar a atividade econômica em Gaza em 2005 prejudicadas pelo fechamento da fronteira que fez "tudo estragar". Tem sido errada desde a vitória eleitoral do Hamas em 2006, que o levou ao ostracismo.


Israel tem o direito de contra-atacar quando atacado - mas não de explodir Gaza em pedaços. E não tem o direito de iludir seu povo a pensar que a paz pode ser atingida sem lidar com a realidade profundamente enraizada no Oriente Médio do Hamas e da Hezbollah.


Essas realidades foram fortalecidas pela última tentativa de Olmert, o investimento irresponsável de um líder fracassado.


Eu tive outro sonho: que árabes israelenses, em busca de trabalho e de dinheiro, estavam construindo abrigos contra bombas para judeus em Sderot. Como no primeiro, este provou-se realidade. O dinheiro ainda fala no Oriente Médio. Infelizmente, os mortos falam mais alto.


(Roger Cohen é editor do International Herald Tribune. Os leitores são convidados e comentar em seu blog: http://www.iht.com/passages).



Tradução: Deborah Weinberg


UOL Internacional

Martin Kramer

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