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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Israel x Gaza x Oriente Médio (76) .... O conflito do Hamas em cores (Giora Becher)

Jornal do Brasil, Tema do Dia, página A4, em 09/01/2009. (o grifo é nosso)


O conflito do Hamas em cores

Giora Becher

EMBAIXADOR DE ISRAEL NO BRASIL


0 povo palestino não é nosso inimigo.

Eles são nossos vizinhos.

0 Hamas é inimigo.


O mundo livre ficou cho­cado quando terroristas explodiram trens e um ônibus em Londres e Madri, e transformaram os dois prédios mais altos do mundo em uma pilha de detritos, em Nova York. Todos concordaram que deveria existir uma cooperação interna­cional conjunta dirigida a ataques terroristas perpetrados por faná­ticos islâmicos. A operação de Israel na Faixa de Gaza faz parte da luta mundial contra o terror. Os israelenses têm o mesmo direito básico dos cidadãos de São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília de viverem em segurança em suas cidades e lares, sem estarem ex­postos aos perigos de foguetes que possam "cair sobre eles" a qual­quer momento.


Onde quer que os israelenses estejam, têm meros 15 segundos para correr com suas famílias até o abrigo mais próximo e salvar suas vidas. Por oito longos anos, a cidade de Sderot, localizada a apenas 4 km de Gaza, tem vivido assim. Um quarto da população da cidade já saiu. Vocês estariam dispostos a vi­ver sob estas condições, dia e noite, por oito anos, alvos de projéteis lançados pelo Hamas? O povo pa­lestino não é nosso inimigo. Eles são nossos vizinhos. Queremos real­mente "construir pontes" de diá­logo e esperança de um futuro melhor com os palestinos.


O Hamas é nosso inimigo. Esta é uma organização terrorista is­lâmica violenta, membro do eixo radical Teerã-Hezbolá. Com sua linha dura de aderência a uma dou­trina religiosa extremista, eles não querem fazer nenhum compromis­so e não respeitam nenhum acordo. Seu objetivo declarado é o de eli­minar o Estado de Israel e assassinar todos os seus cidadãos. O Hamas já explodiu ônibus lotados de pas­sageiros em Tel Aviv, Haifa e Je­rusalém. O Hamas enviou terro­ristas suicidas para assassinar cen­tenas de israelenses em muitos lo­cais. Como vocês agiriam se uma organização terrorista brutal fosse enviada para matar civis e crianças em seus restaurantes e ônibus? Além do mais, o Hamas não é apenas inimigo de Israel, mas inimigo de todos os árabes moderados.


Pouco tempo atrás, quando o Hamas tomou Gaza à força, seus homens não se importaram quando jogaram seus opositores políticos, que apoiavam a Autoridade Pa­lestina, do alto de prédios. Muitos foram mortos pelo fogo do Hamas, enquanto o poder era tirado das mãos do presidente Abbas. Os pa­lestinos moderados conhecem a amarga verdade sobre o Hamas. Eu gostaria que vocês soubessem a ver­dade também. O Hamas é uma encarnação do pior pesadelo da região. Ele não representa o desejo nacional palestino de independên­cia, porque se opõe à "solução de dois Estados", isto é, um Estado israelense e um palestino vivendo lado a lado em paz e segurança. Ao invés disto, defende a ideia de um Estado islâmico fanático que seria estabelecido sobre as ruínas do Es­tado judaico. O objetivo do Hamas não é estabelecer um Estado pa­lestino e nunca foi. Pelo contrário, seu objetivo é a destruição do Es­tado de Israel, pura e simplesmente. Se uma organização terrorista qui­sesse a destruição de seu país como condição de parar com a agressão violenta, vocês balançariam a ca­beça e diriam: "amém"?


No verão de 2005, Israel retirou-se de Gaza completamente. Aos palestinos foi dada uma his­tórica oportunidade de mudar seu destino e fazer com *que Gaza se tornasse um milagre econômico, nacional e cultural. Com uma ajuda internacional maciça, eles pode­riam ter transformado Gaza em um paraíso. Mas o Hamas tomou o controle e transformou Gaza em um antro de terrorismo e opressão. Ele violou todos os acordos de cessar-fogo com Israel, contraban­deou foguetes fabricados no Ira através de túneis na fronteira e ignorou as necessidades humanitárias básicas da população civil palestina. Qual é a fórmula certa para res­ponder ao fogo direcionado contra suas casas com o intuito de te matar? Seria certo responder com 8 mil foguetes direcionados às casas dos atacantes? Qual é a aritmética moral correta? O Hamas dispara contra nossos civis a partir de seus es­conderijos entre sua própria po­pulação civil. Eles se encolhem en­tre crianças, em mesquitas e hos­pitais, esperando que Israel respon­da para que possam posar de vítimas na imprensa mundial. Israel sabe lidar com isto bem melhor do que qualquer exército no mundo, que já se" encontrou em circunstâncias bem menos difíceis.


Há aqueles entre a mídia mun­dial que caem facilmente nas ar­madilhas de falsas fotos. Peço que não sejam convencidos. Apesar da luta contínua, Israel se esforça para transferir ajuda humanitária para Gaza. Quase todos os dias, apro­ximadamente 80 caminhões des­carregam toneladas de alimentos e medicamentos nas passagens da fronteira para serem transportadas até Gaza. A Força Aérea de Israel investe esforços tremendos para evitar atingir civis. Em suas reu­niões, 80% do tempo são dedicados a discutir maneiras de atingir alvos terroristas conhecidos sem atingir civis inocentes, como jogar folhetos do ar dizendo aos residentes quais áreas estão para ser bombardeadas. Vocês conhecem qualquer outra Força Aérea no mundo que toma tais medidas em tempo de guerra? Nosso pessoal telefona para casas em Gaza, avisando aos civis inocentes o que está para acontecer com um prédio que aloja um quartel general do Hamas ou armazena foguetes. Apesar de todos os nossos esforços, nem sempre obtemos sucesso.


As casualidades civis são pro­fundamente sentidas. Erros ocor­rem até em tempos de paz, quanto mais na guerra. Nossa guerra contra o Hamas tem o objetivo de proteger as vidas de nossos cidadãos que moram no Sul de Israel, mas é bem mais do que isso. Pode proteger o processo político e a chance de paz entre Israel e os palestinos, chance esta constantemente "torpedeada" pelo Hamas. Tem também o in­tuito de evitar que esta região caia em um abismo de fanatismo e he­gemonia iraniana. E parte da luta legítima contra o terrorismo e ex­tremismo assassino. Se vocês se co­locarem por um momento em nos­sos lugares e entenderem as di­ficuldades passadas pelos israelenses, vocês poderão ter um retrato co­lorido da situação real.


Jornal do Brasil online

Estadão

- Nenhum míssil foi disparado da Cisjordânia contra Israel no atual conflito


- Se fosse, Israel teria que fechar o aeroporto Ben Gurion, a poucos quilômetros da fronteira


- Como qualquer país do mundo, Israel tem o direito de se defender de mísseis e foguetes lançados contra o seu território


- O Hamas prega a destruição de Israel na sua carta de fundação, mas líderes do grupo já deram a entender que aceitariam uma trégua de anos caso fosse criado um Estado palestino na Cisjordânia e Gaza. Os israelenses exigem um reconhecimento incondicional


- Palestinos de Gaza e da Cisjordânia não se encontram nunca, a não ser por autoridades


- Existem muitos cristãos palestinos


- O principal líder do Hamas, Khaled Meshal, vive em Damasco, bem longe da destruída faixa de Gaza


- Israel desrespeita acordos com os palestinos e determinações da ONU ao construir e manter assentamentos na Cisjordânia e nas partes árabes de Jerusalém, tornando praticamente impossível a criação de um Estado palestino na área


- Palestinos sofrem enormes restrições para se movimentar pela Cisjordânia, não podendo dirigir em algumas estradas usadas por israelenses e sendo obrigados a passar por checkpoints de Israel ao ir de uma cidade palestina para outra


- Foram retirados 8.000 colonos da Faixa de Gaza. Esse número é cerca de 3% do total de colonos judeus que vivem na Cisjordânia


- Nenhum assentamento foi desmantelado na Cisjordânia. Todos são considerados ilegais pela ONU


- O "pacifista" Shimon Peres, e não Netanyahu e Sharon, foi o responsável pelo maior número de assentamentos construídos nos territórios palestinos


- Peres também era premiê quando Israel bombardeou um abrigo da ONU em Qana, no Líbano, matando mais de cem pessoas


- Sharon retirou os assentamentos de Gaza, Netanyahu entregou Hebron para a Autoridade Palestina e Begin assinou o acordo de paz com o Egito. Todos eles eram conservadores


- O mandato do presidente palestino, Mahmoud Abbas, acaba hoje


- No seu mandato, foram retirados todos os cartazes que louvavam mártires (terroristas suicidas) das ruas de Ramallah. A cidade tem se desenvolvido bem, longe de ter aquela imagem de destruição de cinco anos atrás, quando era governada por Arafat, que vivia cercado por tanques na Muqata (quartel-general da Autoridade Palestina)


- Não foram realizadas novas eleições lesgislativas nos territórios palestinos e, em teoria, o Hamas ainda tem maioria no Parlamento


- Israel retirou os assentamentos da Faixa de Gaza, mas nunca perdeu o controle do espaço aéreo e marítimo do território


- O Hamas executou, durante o atual conflito, membros do Fatah (grupo rival palestino). A informação é de Amira Hass, repórter israelense que viveu por anos em Gaza e é respeitada mesmo por autoridades do Hamas


- As pessoas não vivem em bunkers nas cidades do sul de Israel, apesar, de muitas vezes, terem que se refugiar em abrigos por medo de serem alvo de mísseis


- Os jornalistas são proibidos por Israel e pelo Egito de entrar em Gaza. Ficam posicionados a quilômetros de distância da fronteira. A imagem que se vê de Gaza nas TVs vem de canais como a Al Jazeera ou por zoom das câmeras que estão em Israel


- Não se vê tanta destruição nas cidades israelenses porque o governo de Israel é rápido na reconstrução


- Não foi cometido nenhum atentado suicida desde o início da ofensiva


- Além do Hamas, o Jihad Islâmico também enfrenta Israel


- O território de Israel hoje não é o que ficou definido na partilha da ONU, em 1947. Mas sim o dos acordos de armísticio, de 1949


- Até 1967, Israel não ocupava territórios palestinos fora da área do armistício


- Jenin, símbolo dos combates na ofensiva israelense contra a Cisjordânia em 2002, é uma das cidades palestinas mais estáveis atualmente


- Os disparos de mísseis feitos por palestinos desde o território libanês poderiam ter massacrado 26 idosos israelenses que viviam em um asilo em Naharyiah. Vejam descrição em reportagem minha no Estado


- O líder Hamas, xeque Ahmed Yassin, assassinado por Israel em 2004, nasceu em Ashkelon, hoje território israelense e alvo de ataques do grupo palestino. Shimon Peres, presidente de Israel, nasceu na Polônia


- O governo libanês condenou o lançamento de mísseis a partir do seu território contra Israel, dizendo que os responsáveis violaram a resolução 1701 da ONU. Foi uma das raras vezes que a administração libanesa ficou ao lado dos israelenses


- Aviões israelenses também violam a mesma resolução da ONU ao voar sobre o Líbano todo (não apenas o sul), durante quase todo o ano


- O conflito árabe-israelense tem na liderança do lado "árabe" um país que não é "árabe" - O Irã, que é persa. Os países "árabes", como o Egito e a Arábia Saudita, estão contra o Hamas


- O Irã, mesmo atacando verbalmente Israel, nunca teve coragem de bater de frente com os israelenses


- A visita de Celso Amorim à região não ganhou muito "destaque" na imprensa israelense


obs. Se eu for lembrando de mais dados, aviso. Também podem postar outras informações. Mas, mais uma vez, não posso postar comentários longos, da mesma pessoa na sequência (serão no máximo dois) e, a partir de agora, voltarei a ser duro nas restrições a posts islamofóbicos, anti-árabes e anti-semitas. Tampouco entrarão ataques pessoais a mim e a outros leitores. Críticas, claro, são bem vindas desde que sejam feitas com educação.


Zenit

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